Câncer de pele

Câncer de pele

Conheça os sinais do câncer de pele, principais tipos, diagnóstico, tratamento e prevenção. Avaliação dermatológica com a Dra. Patrícia Cozzi em São Paulo.

Alterações em pintas, manchas ou feridas que não cicatrizam merecem atenção. O câncer de pele pode apresentar diferentes características e, em muitos casos, a identificação precoce de uma lesão suspeita permite iniciar a investigação e o tratamento em fases iniciais.

Nem toda alteração na pele é um câncer. No entanto, mudanças de cor, formato ou tamanho de uma pinta, lesões que sangram com facilidade e feridas persistentes devem ser avaliadas por um dermatologista. O exame clínico, associado a recursos como a dermatoscopia, auxilia na diferenciação entre lesões benignas e alterações que precisam de investigação complementar.

O que é câncer de pele?

O câncer de pele ocorre quando células da pele passam a se multiplicar de maneira anormal e descontrolada. Existem diferentes tipos de tumores cutâneos, com comportamento, aparência e grau de agressividade distintos.

De forma geral, eles podem ser divididos em câncer de pele não melanoma, grupo que inclui os tipos mais frequentes, e melanoma, menos comum, porém com maior potencial de disseminação para outras partes do organismo.

Quais são os principais tipos de câncer de pele?

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Costuma surgir principalmente em regiões que recebem exposição solar frequente, como face, nariz, orelhas, pescoço e couro cabeludo.

Pode aparecer como uma pequena lesão avermelhada, brilhante ou perolada, uma ferida que forma crostas repetidamente ou uma área que sangra com facilidade e não cicatriza completamente. Em geral apresenta crescimento lento, mas precisa ser tratado para evitar a progressão local.

Carcinoma espinocelular

Também chamado de carcinoma epidermoide, pode surgir como uma lesão avermelhada, áspera, descamativa ou semelhante a uma ferida persistente. É frequente em áreas expostas ao sol, embora possa ocorrer em outras regiões da pele.

O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes porque alguns carcinomas espinocelulares podem apresentar comportamento mais agressivo.

Melanoma

O melanoma se desenvolve a partir dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Embora seja menos frequente que os carcinomas, é o tipo de câncer de pele com maior potencial de disseminação para outros órgãos.

Pode surgir como uma nova pinta ou mancha ou se manifestar por alterações em uma pinta já existente. Mudanças de tamanho, formato, cor ou aparência ao longo do tempo devem ser investigadas.

Quais são os sinais de câncer de pele?

O aspecto de uma lesão pode variar bastante. Por isso, não é possível confirmar um câncer de pele apenas pela aparência ou por fotografias. Alguns sinais, entretanto, justificam uma avaliação dermatológica:

  • pinta ou mancha que muda de tamanho, formato ou cor;
  • lesão com contorno irregular ou diferentes tonalidades;
  • nova pinta com aparência diferente das demais;
  • ferida que persiste ou não cicatriza adequadamente;
  • lesão que forma crostas repetidamente;
  • área da pele que sangra com facilidade;
  • mancha ou lesão que apresenta coceira, ardência, sensibilidade ou descamação persistente;
  • crescimento progressivo de uma lesão já existente.

A presença de um desses sinais não significa necessariamente que exista um câncer. Diversas condições benignas podem ter características semelhantes. A avaliação médica é necessária para definir se há necessidade de acompanhamento, exames complementares ou biópsia.

Regra ABCDE: como observar uma pinta suspeita?

A regra do ABCDE do melanoma é uma referência utilizada para reconhecer algumas características que podem justificar investigação de uma pinta ou sinal:

  • A de Assimetria: uma metade da lesão apresenta características diferentes da outra.
  • B de Bordas: contorno irregular, recortado ou pouco definido.
  • C de Cor: presença de diferentes tonalidades na mesma lesão.
  • D de Diâmetro: lesões maiores merecem atenção, especialmente quando associadas a outras alterações.
  • E de Evolução: mudanças recentes de tamanho, formato, cor, espessura ou aparência.

O critério mais importante é perceber que uma lesão está mudando ao longo do tempo ou apresenta comportamento diferente das demais. Nem todo melanoma apresenta todas as características do ABCDE, portanto a regra não substitui o exame dermatológico.

Quem tem maior risco de desenvolver câncer de pele?

O câncer de pele pode ocorrer em pessoas de diferentes idades e tons de pele. Alguns fatores, entretanto, estão associados a um risco aumentado:

  • exposição frequente ou acumulada à radiação ultravioleta;
  • histórico de queimaduras solares intensas;
  • uso de câmaras de bronzeamento artificial;
  • pele clara e maior sensibilidade ao sol;
  • grande quantidade de pintas ou presença de pintas atípicas;
  • histórico pessoal de câncer de pele;
  • casos de câncer de pele ou melanoma na família;
  • situações que provoquem redução da resposta imunológica.

Pessoas que apresentam fatores de risco podem precisar de um acompanhamento dermatológico individualizado, definido de acordo com o histórico clínico e os achados do exame da pele.

Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?

A investigação começa pela avaliação dermatológica. Durante a consulta, o médico analisa as características da lesão, sua localização, o tempo de evolução, eventuais mudanças percebidas pelo paciente e outros fatores relacionados ao histórico individual.

A dermatoscopia pode ser utilizada para examinar estruturas da pele que não são visualizadas adequadamente a olho nu. Esse recurso auxilia o dermatologista na avaliação de pintas, manchas e outras lesões cutâneas.

Quando uma lesão apresenta características suspeitas, pode ser indicada uma biópsia da pele ou sua retirada para análise anatomopatológica. O exame do tecido permite determinar a natureza da lesão e, quando confirmado um tumor, identificar características importantes para a definição da conduta.

Como é o tratamento do câncer de pele?

O tratamento é definido de forma individualizada e depende de fatores como tipo do tumor, localização, tamanho, profundidade, características histológicas e estágio da doença.

Para muitos cânceres de pele localizados, a retirada cirúrgica da lesão é uma das principais formas de tratamento. Dependendo do diagnóstico e das características de cada caso, outras técnicas dermatológicas ou terapias específicas também podem ser consideradas.

Nos casos de melanoma ou de tumores com características de maior risco, pode ser necessária uma investigação complementar e, quando indicado, acompanhamento conjunto com outros especialistas.

A escolha da técnica adequada deve ocorrer somente após a confirmação diagnóstica e a avaliação individual do paciente.

A importância da detecção precoce

Reconhecer uma alteração suspeita e procurar avaliação médica permite investigar a lesão antes que ela progrida. Isso é especialmente importante no melanoma, cujo comportamento pode ser mais agressivo, e também nos cânceres de pele não melanoma, que podem causar comprometimento local quando não tratados adequadamente.

Não é necessário esperar que uma lesão apresente dor ou sintomas intensos para procurar um dermatologista. Alguns tumores cutâneos podem permanecer assintomáticos nas fases iniciais.

Como prevenir o câncer de pele?

A exposição à radiação ultravioleta é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de pele. A fotoproteção deve fazer parte da rotina, inclusive fora de praias e piscinas.

  • evite exposição solar intensa e prolongada, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação;
  • utilize protetor solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior nas áreas expostas;
  • reaplique o protetor solar conforme a exposição, transpiração e contato com água;
  • utilize roupas, chapéus, bonés e óculos com proteção adequada quando necessário;
  • procure permanecer na sombra durante períodos de exposição intensa;
  • evite câmaras de bronzeamento artificial;
  • observe periodicamente a própria pele e fique atento ao surgimento ou à mudança de lesões.

A fotoproteção reduz a exposição à radiação ultravioleta, mas não elimina completamente a possibilidade de desenvolver câncer de pele. Pessoas com fatores de risco ou histórico de lesões devem seguir a periodicidade de acompanhamento orientada pelo dermatologista.

Quando procurar um dermatologista?

Procure avaliação dermatológica se perceber uma pinta nova ou diferente, mudança em uma lesão já existente, ferida persistente, sangramento sem causa aparente, crostas recorrentes ou qualquer alteração da pele que esteja evoluindo.

A consulta também pode ser indicada para pessoas com múltiplas pintas, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, exposição solar significativa ou outras condições que aumentem o risco individual.


Perguntas frequentes sobre câncer de pele

Todo câncer de pele é melanoma?

Não. Os tipos mais frequentes são os cânceres de pele não melanoma, principalmente o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O melanoma é menos frequente, mas apresenta maior potencial de disseminação.

Toda pinta escura é suspeita?

Não. A maioria das pintas é benigna. O que merece atenção são características como assimetria, bordas irregulares, variações de cor e, principalmente, mudanças recentes na aparência da lesão. A avaliação dermatológica é a forma adequada de determinar se uma pinta necessita de investigação.

Câncer de pele sempre dói ou coça?

Não. Algumas lesões podem apresentar coceira, sensibilidade ou sangramento, mas outras podem não causar qualquer sintoma. Por isso, alterações visíveis e mudanças progressivas também devem ser consideradas.

Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?

Uma ferida persistente pode ter diversas causas, mas também pode ocorrer em alguns tipos de câncer de pele. Lesões que não cicatrizam adequadamente, voltam a formar crostas ou sangram repetidamente devem ser examinadas por um dermatologista.

O câncer de pele tem tratamento?

Sim. Existem diferentes formas de tratamento e a escolha depende do tipo de tumor e das características de cada caso. De modo geral, a identificação e o tratamento em fases iniciais estão associados a melhores possibilidades de controle da doença.


Avaliação de lesões suspeitas de câncer de pele em São Paulo

A Dra. Patrícia Cozzi é médica dermatologista, CRM-SP 105.109 e RQE 38915, e realiza avaliação dermatológica de pintas, manchas, feridas e outras lesões cutâneas que possam necessitar de investigação.

Durante a consulta, cada alteração é analisada de acordo com suas características e com o histórico do paciente. Quando necessário, podem ser indicados exames complementares ou procedimentos para confirmação diagnóstica e definição da conduta mais adequada.

Agende uma avaliação dermatológica

Se você identificou uma pinta diferente, uma lesão que mudou recentemente ou uma ferida persistente, procure uma avaliação dermatológica. A investigação adequada permite diferenciar alterações benignas de lesões que exigem acompanhamento ou tratamento.